Sou acometido pelo mal da inquietude que há alguns tempos vem se tornando insuportável. Uma comichão que me percorre a mente em idas e vindas, apoderando-se do meu tão estimado controle. Controle da situação, controle das vontades.
Vontade de fazer alguma coisa, algo palpável, memorável, importante. Algo que me orgulhe, que deixe o meu nome perdurar na mente dos meus amigos, dos meus familiares. Algo que as pessoas se lembrem, que abram um sorriso tristonho ao sentir minha falta, alguma história tola que emudeça os corações. Tenho uma ânsia de permanecer naqueles contemporâneos, naqueles conterrâneos e consanguíneos, uma agonia de não me perder, ainda que já ido.
Pois, eu vou. Todos vamos. Ao vale do oblívio, ao decorrer do tempo, na súplica calada de mais uma chance de fazer tudo de novo. De rever, de amar, de brincar, de ficar. De se alongar mais um pouquinho, de aproveitar o fim do churrasco de Domingo.
Tenho medo da morte, mas não do fato em si. Tenho medo de morrer em vida, de permear meus caminhos com o insucesso, o amargor e o desperdício. Medo de querer colocar vírgulas onde preciso de pontos.
Sofro. E escrevo na esperança de purgar parte desse ímpeto extenuante. Botando afora em poucas linhas, um quinhão de dúvida e nervosismo. Essa idéia de registrar já me alivia um tanto mais, pois combate a inércia que me visita em pesadelos. Temo ainda, que minha vida esteja pronta, que acabe passando por mim e que nem disso me dê conta.
Procuro abrir os olhos, não somente pra vê-los, mas no intuito de enxergar além de mim mesmo.
Tiro de mim e a jogo, tola agonia de homem que quer ser, que o é, mas se angustia pelo que há e tem. Ei-la. Carreguem de mim um tanto dessa preocupação.
Me orgulhas por existir e fazer parte da minha vida (: eu adoro te ver escrever e tenho sugerido (talvez um pouco insistentemente) há algum tempo já a criação de um blog. Como já disse, tens talento e assunto de sobra.
ResponderExcluirEu te amo, meu amor (: boa sorte e divirta-se nessa nova empreitada!